A confederação destaca também o trabalho das mulheres "na esfera dos cuidados, muitas vezes invisibilizado", que se torna "ainda mais pesado perante o desmantelamento e desinvestimento de sucessivos Governos nos serviços públicos", em particular na "saúde, educação, apoio a idosos, transportes e telecomunicações".
Estas lacunas são ainda mais profundas "nas zonas rurais", às quais se somam "as dificuldades de um regime de segurança social desajustado da realidade das mulheres agricultoras e rurais, e que nãos lhes confere a devida proteção", acrescenta a CNA.
A MARP assinala esta data, de contacto directo com as mulheres agricultoras e com a população, em feiras e mercados, e na participação nas Manifestações e iniciativas promovidas pelo MDM – Movimento Democrático de Mulheres, em diversas regiões do país.
Neste Ano Internacional da Mulher Agricultora, decretado pelas Nações Unidas, a CNA reclama ao Governo políticas públicas de valorização dos preços à produção, para uma justa remuneração do trabalho das mulheres agricultoras, e políticas de desenvolvimento rural que revitalizem o território.
No quadro do cumprimento da Declaração das Nações Unidas dos Direitos dos Camponeses e Outras Pessoas que trabalham nas Zonas Rurais, a CNA reclama a implementação plena do Estatuto da Agricultura Familiar, essencial para garantir a dignidade das mulheres agricultoras e rurais e o desenvolvimento da agricultura e do Mundo Rural, sem violência, exploração e discriminação.
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