As aves representaram 83,8% dos ingressos, seguidas dos mamíferos (14,4%) e dos répteis e anfíbios (1,7%). As causas mais frequentes de ingresso foram a queda do ninho/orfandade (35,1%) e traumatismos de origem desconhecida (19,3%). Mantêm-se também situações associadas a ações humanas ilegais, como tiro (1,1%), cativeiro ilegal (1,7%) e envenenamento (0,09%).
Os centros acolheram ainda 127 indivíduos de espécies com estatuto ameaçado: 111 “Vulnerável”, 10 “Em Perigo” e 6 “Criticamente em Perigo”. Em 2025, os CRAS integraram 137 estagiários e voluntários e fazem parte da Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna, coordenada pelo ICNF.
Mais do que simples estruturas de reabilitação, o trabalho desenvolvido nos CRAS permite identificar padrões recorrentes nas causas de ingresso; principais fatores de ameaça e as áreas onde estes se manifestam com maior incidência, possibilitando a implementação de medidas corretivas eficazes.
Por outro lado, sendo locais ricos em informação biológica, permitem avaliar o estado dos ecossistemas e das populações. Desse modo, contribuem para a investigação aplicada à conservação da Natureza, como na prevenção da mortalidade de fauna selvagem ou no aperfeiçoamento das práticas clínicas.
Não menos importante, estas estruturas promovem ativamente a educação e sensibilização ambiental junto de públicos diversos, através do apadrinhamento de animais recuperados e de outras ações educativas dirigidas à comunidade. Em resumo, os Centros de Recuperação de Animais Selvagens assumem um papel essencial na ligação entre a sociedade e a Natureza, recordando a responsabilidade coletiva que partilhamos na proteção da vida selvagem e na preservação dos ecossistemas nos quais coexistimos com estas espécies.
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