«O Bloco de Esquerda foi sempre agente participativo na luta pelos direitos da comunidade queer. Contribuiu deste o seu início para avanços concretos na lei, como a união de facto aplicada a casais homossexuais, a inclusão da orientação sexual e identidade de género como agravantes a crimes de ódio, a aprovação do casamento, a legalização da co-adoção e só depois a adoção por casais do mesmo sexo. Todas estas conquistas, para além de recentes, foram conseguidas com trabalho parlamentar, mas, sobretudo, pela militância e entrega da comunidade.
Não podem ser tomadas como garantidas por estarem em risco de serem revertidas, mediante a mudança dos ventos políticos. A pertinência da luta renova-se todos os dias, especialmente no atual contexto nacional e internacional, com o crescimento de forças conservadores e o aumento de discurso e práticas de ódio e violência. No Baixo Alentejo a sua relevância é ainda maior e mais urgente. Escasseia a representatividade e os espaços políticos abertamente queer e inclusivos. A mudança de mentalidades ainda está quase toda por fazer», lê-se no comunicado que chegou à nossa redação.
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