"Desde há muito que a raça Garvonesa é referenciada nas muitas contribuições para o conhecimento dos bovinos portugueses. Tendo o seu nome associado à feira de Garvão, a designação antiga de “mestiço Garvonês” terá caído em desuso mas as de “gado chamusco” ou “gado farrusco” são ainda ocasionalmente utilizadas pela associação com os tons muito escuros da pelagem, com uma distribuição no corpo tão característica.
A rusticidade dos bovinos garvoneses, demonstrada na sua adaptação a condições adversas do clima, da muito variável disponibilidade e qualidade de alimentos, justificou a sua preferência para os trabalhos no campo em que a força de tração e bom temperamento eram essenciais.
Com a expansão da mecanização, o interesse pela raça Garvonesa foi decrescendo em favor de outras com maior aptidão para a produção de carne.
Ainda com um censo atual que a enquadra no grupo de raças muito ameaçadas, os esforços conjuntos da Associação de Agricultores do Campo Branco e do Parque Natural do sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina iniciados em 1994 e orientados para a conservação, têm vindo a resultar num aumento gradual dos efetivos de bovinos garvoneses sobretudo por criadores sensíveis à necessidade de preservação de um património genético singular. Reconhecido este mérito, o número de animais é ainda insuficiente para o desenvolvimento de um programa de melhoramento, um objetivo ainda distante mas que tornará possível aumentar a competitividade produtiva desta raça, tão necessária para assegurar a sua continuidade", pode ler-se nas publicações disponibilizadas sobre esta raça.
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