A reunião solicitada por João Duarte Palma e, segundo as suas próprias palavras, foi "produtiva" e "foram dadas algumas garantias importantes" para os cubenses que estão "fartos de ver as obras de eletrificação desta linha constantemente adiadas". Esta foi uma das primeiras preocupações do novo executivo de Cuba, por ser um meio de transporte preferencial de muitos munícipes e, se for elétrico, torna-se ainda mais sustentável, algo que transforma esta infraestrutura num fator de extrema importância para o desenvolvimento de Cuba, "e para os concelhos limítrofes, e também identitária", afirmou o autarca.
O presidente da Câmara Municipal de Cuba, salientou também o facto da proximidade com o aeroporto de Beja ser uma mais valia territorial e que é urgente a sua dinamização, sendo esta obra um reforço dessa possibilidade a curto prazo, "bem como a requalificação e eletrificação da linha do Alentejo até à Funcheira, criando redundância face à linha do Sado e permitindo afirmar o aeroporto como alternativa aos aeroportos de Faro e Lisboa para determinados fluxos aéreos".
Ainda de acordo com a notícia do Diário do Alentejo, também foi discutido "o estado das infraestruturas rodoviárias, muito por força do mau tempo". João Duarte Palma diz que "não foi exclusivo de Cuba, mas as nossas infraestruturas rodoviárias ficaram completamente danificadas com a quantidade de água que caiu e que o solo ainda não teve capacidade de absorver". O autarca referiu que os estragos não se reportaram apenas aos caminhos fora da vila, pois dentro da localidade os efeitos das intempéries também são bem visíveis, cujo levantamento já foi enviado à Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).
Na reunião, também houve tempo para expor a situação da habitação no concelho, "assim como as expetativas relativas a futuras oportunidades de financiamento que permitam dar resposta a esta necessidade estrutural". O presidente da autarquia cubense lamenta que haja uma "elevada especulação imobiliária e aliada aquilo que foi uma aposta, se calhar não tão bem conseguida, na reabilitação, a impedir a expansão dos núcleos habitacionais, que levou a um encarecimento dos lotes disponíveis, das casas velhas para recuperar, e associado a isso temos o problema também na parte do arrendamento, que tem preços muito elevados e que importa também combater".
Quanto a José Efigénio, como também a Voz da Planície já tinha avançado, o presidente do município de Alvito não conseguiu um dos objetivos da reunião, que era sair com parecer favorável quanto à reparação das estradas do concelho. As situações mais preocupantes, nomeadamente com a EN 257 que liga Alvito a Viana do Alentejo, ficam fora das intenções do autarca nos possíveis apoios do Estado, mais ainda quando a se projetava o alargamento desta via, aproveitando a obra para o fazer, algo há muito desejado por todos os que utilizam aquela estrada constantemente. O ministro apenas garantiu "a reparação do piso através da colocação de um novo tapete betuminoso", ficando o município de Alvito com os restantes encargos no que diz respeito à reconstrução e reabilitação das vias do concelho.
Na habitação, as preocupações de Alvito assemelham-se às de Cuba, acrescentando "as dificuldades sentidas pelo município na concretização atempada da candidatura ao programa 1º Direito, dificuldades essas relacionadas com a elevada burocracia dos processos e com os constrangimentos próprios dos territórios do interior". Uma das preocupações maiores prende-se com os jovens e a possibilidade de disponibilizar mais terrenos para nova habitação, de forma a que se fixem no concelho. José Efigénio referiu que uma das soluções para esta questão urgente passa por criar uma linha de crédito através do Banco Europeu de Investimento, destinada exatamente para esse fim, "apoiar soluções habitacionais para jovens, criando novas oportunidades para os municípios".
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