"O INEM assinala ainda 39 nascimentos sem registo, ou seja, partos nos quais os técnicos das ambulâncias não especificaram onde ocorreram, mas em que o bebé também nasceu fora de hospitais", refere o movimento e acrescenta que "houve um retrocesso sem precedentes na assistência a mulheres e crianças".
De acordo com o MDM, "esta situação deve-se ao encerramento cíclico de blocos de partos e a degradação dos cuidados de saúde primários, marcada por uma "intermitência" nas urgências obstétricas que se tornou recorrente, obrigando grávidas em trabalho de parto a deslocações de dezenas de quilómetros".
"Ainda na semana passada, ocorreu um parto num parque de estacionamento de uma empresa de materiais de construção, situada junto à EN125 em Quarteira, tendo os primeiros cuidados sido prestados pelos funcionários da empresa de materiais de construção antes da chegada das equipas médicas", ressalva o movimento.
O MDM considera que "o atual cenário reflete um desinvestimento no SNS com consequências diretas na vida das populações".
Perante este cenário, "o MDM defende soluções estruturais e duradouras, rejeitando medidas temporárias e exige a fixação de profissionais e a garantia de que o local de nascimento de uma criança não seja decidido pela disponibilidade de uma escala de serviço num determinado dia da semana".
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