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Política

BA N.º 11 recebe visita dos ministros da Defesa de Portugal e Suécia - Beja

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BA N.º 11 recebe visita dos ministros da Defesa de Portugal e Suécia - Beja

Foto: Rádio Voz da Planície

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e o ministro da Defesa da Suécia, Pål Jonson, visitam hoje, dia 18 de setembro, a Esquadra 506 da Força Aérea Portuguesa, na Base Aérea (BA) N.º11, em Beja. Em Beja, no centro de formação, Cartaxo recordamos que já foram formados pilotos húngaros e estão a ser formados pilotos holandeses, pois alberga o centro europeu de formação de pilotos das aeronaves KC-390. Nuno Melo defendeu que este investimento contribui para a coesão territorial do País, atraindo mais população para o interior. “A Força Aérea, com este investimento, acaba por ser um instrumento de coesão territorial”, sustentou.

Às 09h45 há uma reunião bilateral sobre Indústria de Defesa, às 10h45 é realizada uma visita à Esquadra 506, oficinas de manutenção e simulador de voo de aeronaves KC-390.

Neste contexto, o ministro da Defesa destacou ontem, dia 17 de setembro, o retorno financeiro para Portugal do investimento nas aeronaves KC-390, com um lucro de cerca 11 milhões por unidade vendida, criticando a tese que contrapõe gastos no setor e manutenção do Estado social.

“É bom que os portugueses percebam que, quando às vezes ouvem aquela conversa de ou é o avião, ou é o hospital, ou é o quartel, isso é tudo conversa. Porque um país decente tem de tudo: tem os hospitais, tem as Forças Armadas. A diferença é que nas Forças Armadas tem também retorno”, argumentou Nuno Melo, nas instalações do Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide, Lisboa.

O governante falava na cerimónia de assinatura de um aditamento ao contrato de aquisição das aeronaves KC-390 pelo Estado português à empresa brasileira Embraer, que estabelece a compra de uma sexta unidade e a consagração do direito de opção para aquisição de até dez aeronaves adicionais, que serão posteriormente vendidas a países aliados.

Nuno Melo sublinhou que cada aeronave vendida por Portugal resulta num lucro que já ascende aos 11,3 milhões de euros e salientou que este programa permite “potenciar as indústrias nacionais, que, por seu lado, garantem mais postos de trabalho, a criação de maior riqueza, que depois é redistribuída a bem de todos”.

“Seria quase pecado mortal se não aproveitássemos esta oportunidade”, defendeu o ministro.

À margem da cerimónia, Nuno Melo confirmou que este investimento será contabilizado para o esforço adicional que Portugal terá para atingir os 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares até ao final do ano, compromisso assumido junto da NATO em julho.

“Dos 2% de crescimento já em 2025, há 20% que têm que ser utilizados em bens, equipamentos e infraestruturas, e nós estamos a falar precisamente nesses 20% de um investimento que obviamente conta, aliás, eu diria que é um investimento paradigmático dos que contam, com uma modernização que as Forças Armadas precisam”, afirmou.

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), general Cartaxo Alves, anunciou que existe a possibilidade de a quarta aeronave ainda chegar a Portugal este ano, algo que só se previa acontecer em 2026.

O general apontou que está em causa “o maior programa de Defesa até hoje, quer em termos financeiros, de ambição, quer em termos de futuro” e considerou que os KC-390 são aeronaves “à frente do seu tempo”.

Em 2019, Portugal acordou adquirir à Embraer cinco aeronaves KC-390 e um simulador, com o objetivo de substituir os Hércules C-130.




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