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Odemira cresceu em população jovem e Barrancos sofreu quebra de 5,5%, de 2021 a 2024

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Odemira cresceu em população jovem e Barrancos sofreu quebra de 5,5%, de 2021 a 2024

Foto: CM Odemira

Os municípios de Odemira, Barrancos e Moura são os concelhos do distrito de Beja que mais oscilações sofreram, de 2021 a 2024, de acordo com a estatística da Pordata, divulgada na passada sexta-feira, dia 12 de setembro. Odemira viu crescer em 12% a população jovem, ao contrário do envelhecimento nacional registado. Barrancos, por sua vez, é o concelho com maior quebra no distrito, perdeu 5,5% de habitantes.

A um mês das eleições autárquicas, a Pordata, base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, divulga um retrato dos municípios portugueses que fica a partir de hoje disponível ao público.

A análise demográfica mostra que o concelho algarvio de Alcoutim mantém desde 2021 a menor densidade populacional em contraciclo com o da Amadora, distrito de Lisboa, município com mais residentes por km2 (7.637 habitantes).

Entre 2021 e 2024, dos 308 municípios do país, 99 (32%) perderam população ativa (entre os 15 e os 64 anos) e apenas 120 aumentaram o número de jovens, destacando-se os municípios de Odemira (Beja) e Vila de Rei (Castelo Branco), com aumentos superiores a 12%.

Lisboa continua a ser o município mais populoso, com 575.739 habitantes em 2024, mais 30.569 do que em 2021, o que representa um crescimento de 5,6% acima da média nacional, seguido por Sintra (400.947 residentes) e Vila Nova de Gaia (Porto), com 312.984.

No ‘ranking’ dos crescimentos relativos, Óbidos (Leiria) registou o maior crescimento de população face ao último ciclo autárquico (2021), com uma subida de 10,5%, passando de 12.410 para 13.720 habitantes.

Já Barrancos (Beja) apresentou a maior quebra proporcional, com menos 5,5% de população, caindo de 1.498 para 1.415 habitantes.

O retrato demográfico evidencia também um país a envelhecer, sendo Vinhais (Bragança) o concelho mais envelhecido, com 46,3% da população com 65 ou mais anos, quase o dobro da média nacional (24,3%).

Oleiros (Castelo Branco) foi o município que mais reduziu o índice de envelhecimento entre 2021 e 2024, embora continue a estar entre os mais envelhecidos do país.

No total dos 53 municípios em que houve redução do índice de envelhecimento, 25 são do Alentejo.

Em sentido inverso, a Ribeira Grande, nos Açores, é o concelho mais jovem, com 143 jovens por cada 100 idosos, enquanto o Montijo é o que apresenta a maior vitalidade demográfica, com 85 jovens por cada 100 idosos.

No capítulo ambiental, Odemira (Beja) confirma-se como o maior município português, com 1.720,6 km2, enquanto São João da Madeira (Aveiro) é o mais pequeno (7,94 km2).

O concelho de Paredes (Porto) lidera em número de incêndios, com uma média anual de 320 ocorrências na última década.

O concelho alentejano de Moura (Beja) surge como exemplo positivo na gestão de resíduos, duplicando a recolha seletiva de 12% para 25,2% entre 2021 e 2024.

Nos Açores, um total de seis concelhos - Calheta, Corvo, Horta, Santa Cruz da Graciosa, Velas e Vila do Porto - não enviam lixo urbano para aterro.

De acordo com os dados da Pordata, em 2024 a maioria dos municípios do país praticou a recolha seletiva de lixos urbanos em mais de 15% do lixo recolhido (202 dos 308 municípios), mas em 58 municípios a percentagem destinada a aterro foi inferior a 50%.



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