Com a presença do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, e de outros dirigentes e militantes comunistas, centenas de pessoas participaram na homenagem a Catarina – que incluiu a deposição de flores na sua campa, o desfile pelas ruas da aldeia, um momento de cante alentejano e um comício no largo que leva o nome da camponesa baleizoeira.
Ao homenagear Catarina e a luta das mulheres e dos trabalhadores alentejanos contra a opressão e exploração, «relembramos aqueles que nunca se conformaram com as injustiças e se lançaram com coragem na luta pelos seus direitos, na luta pela liberdade, relembramos todos os antifascistas, todos aqueles que lutaram na clandestinidade, todos os que deram a própria vida, os que foram presos, torturados, perseguidos, por enfrentarem a besta, a besta que foi o odioso regime fascista, o regime terrorista dos monopólios e dos latifundiários» – afirmou o líder comunista.
Sobre a situação política nacional e face ao avanço eleitoral da direita, Paulo Raimundo exortou os trabalhadores, os jovens, as mulheres, o povo, a resistir e a lutar contra a agenda reacionária que aqueles que «há muito aspiram ajustar contas com Abril» pretendem impor. E assegurou que nessa luta e resistência estará na linha da frente, com os trabalhadores e o povo, o PCP, força de Abril, «com a coragem de sempre».
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