É referido, igualmente, que houve duas reuniões do PS, uma na passada sexta-feira, dia 17 de outubro, e outra na segunda-feira desta semana, dia 20 de outubro, para analisar o convite efetuado, ou seja, "integrar o executivo municipal em permanência, com um vereador em regime de tempo inteiro". Neste contexto, a decisão que prevaleceu, é sublinhado, foi a de não aceitar.
Na publicação, no Facebook da Concelhia de Beja do PS, as justificações para a tomada de posição dizem, e passamos a citar:
«1. O resultado eleitoral das últimas autárquicas expressou, de forma inequívoca, a vontade dos bejenses. O Partido Socialista respeita plenamente essa decisão e entende que cabe à força política mais votada assumir, em plenitude, a responsabilidade de governar o concelho.
2. Recorde-se que, há quatro anos, o Partido Socialista, então no exercício da governação municipal, convidou o Vereador Nuno Palma Ferro a assumir responsabilidades executivas — convite que foi recusado.
3. Durante o último mandato, a coligação "Beja Consegue" e o referido Vereador exerceram uma oposição intensa e crítica, frequentemente colocando em causa a capacidade e a competência da gestão socialista.
Não obstante este percurso, o Partido Socialista reafirma a sua total disponibilidade para o diálogo institucional e para a colaboração em matérias que sirvam o interesse público e contribuam para o desenvolvimento do concelho de Beja.
O PS de Beja exercerá, nesta nova etapa, uma oposição responsável, construtiva e atenta, fiel aos valores democráticos e ao compromisso que estabeleceu com os munícipes, seus eleitores, do concelho de Beja.
O Partido Socialista apresentará propostas e tomará posição em função do mérito de cada decisão, apoiando todas as medidas que considere positivas para o concelho e para os seus cidadãos.
A decisão tomada foi comunicada ao Presidente eleito, Nuno Palma Ferro, num gesto de respeito institucional e de transparência política».
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