Esta greve com protesto/concentração acontece na altura em que a Santa Casa da Misericórdia de Serpa divulga que “conseguiu a homologação por parte do tribunal para traçar uma linha de estratégia com vista à necessária estabilidade principalmente para os trabalhadores e para os cuidados aos utentes", pode ler-se na edição da passada semana do "Diário do Alentejo". Lembramos que o processo especial de revitalização (PER) referente à Santa Casa da Misericórdia de Serpa (SCMS) foi apresentado, e homologado, no passado mês de agosto.
Recordamos que a SCMS conta com 190 funcionários com vínculo contratual e cerca de 40 prestadores de serviços, “essencialmente, enfermeiros e médicos”, e com 102 utentes em estrutura residencial para pessoas idosas, cerca de 45 em serviço de apoio domiciliário e 10 em centro de dia.
O dirigente sindical, Alcides Teles, esclarece que "no plano de pagamentos", reitera, "até fevereiro de 2025", o montante "destinado aos trabalhadores é superior a 200 mil euros, mas mesmo assim um valor calculado por baixo, pois as contas não foram bem feitas".
"Em média, cada trabalhador tem entre mil a cinco mil euros em dívida, para receber de forma faseada em três anos". A tudo isto, acrescentou Alcides Teles, já "estão as contas depois de fevereiro de 2025 e o subsídio de Natal de 2024, que continua em dívida. Foi preciso utilizar meios mais severos de protesto porque a Misericórdia, apesar da iniciativa realizada no passado mês de setembro, continua a dizer que não há dinheiro e os trabalhadores assim não podem continuar".
Nota: fotografia ilustrativa e de outro protesto.
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