"A Cáritas mostrou, nos últimos tempos, dificuldades para garantir o regular funcionamento do CAES, e com toda a legitimidade, considerou que o atual protocolo com a Segurança Social não servia os interesses da Instituição.
Foram colocadas em cima da mesa, pela tutela, várias propostas para aumentar as condições de gestão desta resposta social, sendo uma delas a atualização do atual protocolo logo no início de 2026, mas também foi rejeitada como as restantes.
Este tipo de protocolo é nacional, o mesmo será dizer que todos os CAES em Portugal e quem os gere têm as mesmas condições, logo não era possível até ao final do ano proceder a alterações neste âmbito.
Recordo que desde janeiro deste ano que se encontra a funcionar uma equipa de outreach (um serviço multidisciplinar que vai ativamente ao encontro de pessoas em situação de vulnerabilidade, como sem-abrigo ou em risco psicossocial, para prestar apoio, melhorar as suas condições de vida e encaminhá-las para os serviços sociais adequados) coordenada pela associação ESTAR, que tem trabalho junto da população mais vulnerável e estão a ser realizadas diligências para a concretização de um CAES de nova geração, que irá permitir uma resposta social mais adequada às necessidades do território.
Mais importante do que quem dirija o CAES, é, seguramente, que esta resposta exista e seja prestada, com competência, seja eficaz e dê toda a dignidade a quem precisa dela.
À Cáritas agradeço todo o trabalho prestado aos mais vulneráveis e desprotegidos ao longo dos últimos três anos que fizeram este trabalho", escreve, ainda, o deputado Gonçalo Valente, no mesmo documento.
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