Desde 1976, quando se realizaram as primeiras eleições autárquicas depois do 25 de Abril, e até 2009, quando o PS conquistou a autarquia, a Câmara de Beja foi sempre liderada pela CDU ou por coligações encabeçadas pelo PCP.
Desses 33 anos de hegemonia comunista, José Manuel Carreira Marques (1943-2021) foi, durante 22 anos, mais precisamente entre 1982 e 2005, o presidente do município da capital de distrito.
O programa Beja Polis, que incluiu diversas obras e mudou o ‘rosto’ de Beja, e a construção do Parque da Cidade são dois dos marcos da sua governação.
A vitória do socialista Jorge Pulido Valente, em 2009, ‘quebrou’ esse domínio das coligações lideradas pelo PCP, mas, fruto das eleições de 2013, a câmara regressou ‘às mãos’ da CDU, liderada então por João Rocha.
Nos dois últimos mandatos, desde 2017 e até agora, o PS, com o atual presidente Paulo Arsénio, reconquistou a autarquia.
Nas eleições autárquicas do próximo dia 12 de outubro, concorrem cinco candidaturas, com o atual autarca Paulo Arsénio a recandidatar-se pelo PS, a CDU a voltar a apostar no vereador Vítor Picado e a coligação Beja Consegue, que junta PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal, a repetir o candidato e vereador Nuno Palma Ferro.
Os duas novas ‘caras’ concorrem pelo Chega, que escolheu o técnico ambiental e agricultor David Catita para encabeçar a lista, e pelo Bloco de Esquerda (BE), que optou pela economista Madalena Figueira.
Nas eleições de há quatro anos, também concorreram cinco forças políticas - PS, CDU, coligação Beja Consegue (que na altura também juntava o PPM e a Aliança), Chega e BE.
O atual executivo da câmara é composto por três eleitos do PS, três do PCP e um da coligação Beja Consegue, o que resultou no chumbo, em novembro de 2024, das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2025 do município, com os votos contra dos partidos da oposição.
Também em 2012, altura em que a assembleia municipal bejense tinha maioria CDU, mas a câmara era governada pelo PS, o orçamento foi chumbado.
No atual mandato, na assembleia municipal, o PS é o partido com mais eleitos, mas não tem maioria absoluta.
A capital do Baixo Alentejo continua a ter como principais alicerces o comércio, agricultura e pecuária, construção, alojamento e restauração, indústrias transformadoras, administração pública e serviços.
O Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA), o Aeroporto de Beja e a abertura, em 2021, neste terminal civil, de um hangar de manutenção de aeronaves da empresa MESA, assim como a Base Área N.º11 da Força Aérea Portuguesa são áreas fundamentais do desenvolvimento económico do concelho.
Segundo dados da plataforma estatística Pordata, este concelho, com uma área de 1.106 quilómetros quadrados, tinha, em 2024, 33.954 habitantes, dispersos por 12 freguesias.
A acompanhar a tendência de quase toda a região do Alentejo, Beja não foge ao envelhecimento populacional, uma vez que, em 2024, tinha 163,7 idosos por cada 100 jovens, de acordo com a mesma plataforma estatística.
Relativamente, ao salário bruto médio, apesar de ter existido um aumento de 2022 para 2023, de 1.227,8 para 1.298,9 euros, o mesmo continua a ser inferior à média nacional, que se fixa nos 1.460,8 euros.
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