No comunicado, a Federação Socialista acrescenta ainda que, "além de prejudicar gravemente as populações, o Partido Socialista relembra que existia outra solução em cima da mesa, inserida pelo último Governo do PS no caderno de encargos da Infraestruturas de Portugal (IP). Nesse documento era dada orientação à empresa para que “a intervenção fosse feita sem grandes condicionalismos”, através da interrupção diária entre as 00:30 e as 04:30, permitindo a circulação de 12 comboios (seis em cada sentido nos dias úteis e metade ao fim de semana)".
Outras questões são ainda manifestadas no texto da Federação do PS, revelando que "a par das preocupações relacionadas com o plano de execução da obra, o Partido Socialista identifica e lamenta nesta solução uma clara ausência de ousadia e de capacidade de aproveitamento dos fundos comunitários para potenciar um projeto que poderia fomentar o crescimento económico de toda a região. Essa ausência de ambição e de visão estratégica estão plasmadas na solução que agora nos é apresentada: uma versão minimalista da empreitada de eletrificação da Linha do Alentejo que abandona o projeto de ligação ao Aeroporto de Beja para transporte de passageiros e de mercadorias e, por outro lado, fecha a porta a qualquer possibilidade de ligação entre as regiões do Alentejo e do Algarve, uma vez que abandona a desejada reabertura do troço entre Beja e Funcheira".
A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista conclui que "lamenta que um investimento de 300 milhões de euros nos conduza aos “mínimos olímpicos” de um projeto que poderia alavancar a economia de toda a região, revelando a tacanhez de quem alterou a sua versão inicial".
© 2026 Rádio Voz da Planície - 104.5FM - Beja | Todos os direitos reservados. | by pauloamc.com