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Mercado Municipal de Beja: Câmara diz que resolução está “nas mãos” dos operadores

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Mercado Municipal de Beja: Câmara diz que resolução está “nas mãos” dos operadores


O primeiro passo para a resolução da questão do Mercado Municipal de Beja “está nas mãos dos operadores”, disse Luís Miranda, vereador da autarquia bejense, ontem, na reunião de Câmara, quando foi abordada a questão da saída dos vendedores deste espaço, que irá em breve, entrar em obras de requalificação por um período de cerca de 2 anos. 

Os vendedores do Mercado Municipal de Beja cumpriram a promessa de marcar presença na reunião de Câmara para pressionarem o executivo a resolver a sua questão, depois de terem passado uma noite naquele equipamento, temendo que a sua saída os deixasse sem alternativas.

Recorde-se que a solução apontada pela autarquia foi deslocar, no dia 15 de junho, estes vendedores para um contentor no Largo de Santo Amaro. Os operadores diziam “não ter condições” para trabalharem neste local e, por isso, regressaram, a 19 de junho, ao Mercado Municipal com autorização temporária do município, até 30 de junho.

Ontem, dia 1 de julho, os comerciantes esperavam ser transferidos para um antigo espaço comercial junto ao Mercado Municipal, mas tal não aconteceu.

Paulo Arsénio, presidente da autarquia de Beja, reconheceu que “não há condições para ficarem juntos no Mercado de Santo Amaro” e frisou que a autarquia “deu de boa-fé mais 10 dias úteis para permanecerem no mercado, não se comprometendo com prazos relativamente a adaptação do espaço” prometido.

António Pimentão, vendedor de peixe, considera que a Câmara Municipal errou ao colocar o contentor no Largo de Santo Amaro e, que os comerciantes, não podem ficar sem trabalhar, por causa de uma falha do executivo. Além disso, quanto ao espaço sugerido por Paulo Arsénio, junto ao Mercado, António Pimentão afirmou que “todos os vendedores pensaram que a solução seria rápida” e não que iriam ficar sem local de trabalho no final do mês de junho.

No final da reunião, Luís Miranda, vereador do município bejense, foi peremptório ao dizer que a solução da situação está nas mãos dos operadores, explicando que se saírem do espaço “sem braço-de-ferro”, a autarquia compromete-se a arranjar o mais rapidamente possível o espaço para os realojar.


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