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Montenegro vai "fazer tudo" com Ventura para que o pacote laboral possa vingar

Montenegro vai "fazer tudo" com Ventura para que o pacote laboral possa vingar

Foto: Nelson Brito/Facebook

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, prometeu antes ainda da reunião com André Ventura que aconteceu ontem à tarde, que vai “fazer tudo” o que compete ao Governo para que a proposta de reforma laboral vingue no parlamento. “Vou fazer tudo aquilo que compete ao Governo fazer para que o Parlamento não frustre este caminho de afirmação da economia portuguesa e de um desempenho que não deve ser travado”, afirmou o chefe do Governo, ao ser questionado pelos jornalistas sobre as expectativas para o encontro com o líder do Chega. Luís Montenegro falava, em Aljustrel, no final da apresentação de um investimento de 400 milhões de euros que a empresa concessionária Almina vai fazer na exploração das minas da vila alentejana.

Aos jornalistas o primeiro-ministro realçou ter a expectativa de que “Portugal continue a fazer aquilo que lhe cabe fazer” para ter projetos “com a dimensão, alcance e resultado” como aquele que foi apresentado pela Almina.

“E para isso, uma legislação laboral com maior capacidade de tornar o país competitivo e produtivo é essencial”, vincou.

Aludindo aos que contestam a proposta, Montenegro salientou que esses “estão habituados, porventura, gostam de conviver com a mediania e com um crescimento sempre muito tímido da economia e querem que tudo fique na mesma”.

“Aqueles que ambicionam mais, que querem chegar ao dobro daquilo que hoje somos capazes de crescer, que querem transformar esse crescimento em riqueza que depois dá oportunidades, dá melhores serviços públicos, dá melhores empregos às pessoas, devem esforçar-se e é isso que vou fazer”, acrescentou.

Depois de responder à primeira pergunta dos jornalistas, o chefe do Governo abandonou o local sem responder a mais questões.

À chegada ao local onde decorreu a cerimónia e após visita à mina, o primeiro-ministro foi recebido por um grupo de 12 pessoas, afetas à CGTP, que protestavam contra o pacote laboral.

Antes, Luís Montenegro inaugurou a variante a Aljustrel, com uma extensão de 4,4 quilómetros, que envolveu um investimento de 8,5 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Espero que esta variante traga mais qualidade de vida a todos”, afirmou o chefe do Governo, na cerimónia de inauguração.

Esta nova via, destacou o presidente da Câmara de Aljustrel, Fernando Ruas, vai proporcionar “mais segurança ao centro da vila” e devolvê-lo “às pessoas, o que não seria possível com a necessidade de os carros pesados terem que a atravessar diariamente”.

De acordo com o autarca, Aljustrel era atravessado todos os dias por 50 camiões referentes à atividade da mina que, “muitas vezes, cruzavam-se nos dois sentidos”, o que “gerava constrangimentos enormes”.

“Com esta variante, todos esses problemas vão ficar resolvidos, porque essas viaturas vão deixar de ter necessidade de passar pelo centro da vila”, acrescentou.


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