Voltar

Atualidade fotogaleria

Movimento “Chão Nosso” e o seu manifesto foram apresentados em Beja

Atualidade fotogaleria

Movimento “Chão Nosso” e o seu manifesto foram apresentados em Beja

A Praça da República de Beja, no espaço a “Pracinha”, foi o local escolhido para o movimento “Chão Nosso” fazer a apresentação dos seus objetivos e do seu manifesto, assim como pedir, aos presentes, a subscrição do documento. "Chão Nosso" é um movimento de residentes no Alentejo que está “preocupado com as alterações que têm surgido nos últimos anos na paisagem e que estão a comprometer o futuro do território”.

“Este movimento constituiu-se como reação à falta de respostas do Estado Português, nomeadamente das suas estruturas regionais, que não apontam soluções para as populações que assistem impotentes à hipoteca do futuro deste território.”

Vera Furão, uma das três fundadoras do movimento, refere o que se pretende e porque se escolheu Beja para o lançamento do "Chão Nosso". Esclareceu, também, o que se quer fazer com o manifesto que pode ser subscrito, em papel e online. 

O manifesto do movimento “Chão Nosso” defende que no que toca à “defesa da cultura, do património e da biodiversidade do Alentejo, a saúde e o bem-estar dos cidadãos deve ser uma prioridade, porque as culturas intensivas estão a comprometer a qualidade ambiental do território”. É proposto também que a “utilização de recursos hídricos deve ser avaliada, dando preferência a culturas regadas que sejam geradores de bens alimentares necessários e de retorno económico para o território e que não coloquem em causa a biodiversidade e a qualidade ambiental do mesmo”.

“A agricultura em regime intensivo não promove a fixação populacional” é outro dos aspetos abordados no manifesto e onde se pode ler que “este tipo de práticas agrícolas não desenvolve o território e não promove a fixação populacional”.

Quanto à “produção em regime extensivo de culturas variadas”, o manifesto considera que “contribui para a dinamização da economia local”, por “representarem pequenos e médios agricultores que contribuem para a economia local num sistema de captação de recursos económicos para a região”.

“A utilização massiva de agroquímicos está a penhorar o futuro do território, promovendo o despovoamento” diz, ainda, o manifesto do movimento e explica que “o modo de produção agrícola superintensivo assenta numa sobreexploração da terra, com plantações em compassos reduzidos, traduzindo-se numa elevada densidade de ocupação do solo, a que se associam consumos de água superiores aos tradicionais e a utilização massiva de agroquímicos – pesticidas e fertilizantes – e em espécies com tempo de vida útil muito reduzido, se comparadas com espécies autóctones.”

Comente esta notícia

Leia também...


PUB
PUB
PUB
PUB

18.ª Gala de Mérito Escolar do Crédito Agrícola Mútuo do Alentejo Sul

Concertos

Xutos & Pontapés nas celebrações do 25 de Abril em Beja

Acabou de tocar...

BEJA meteorologia
Top
Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.