No próximo dia 16 de abril, o auditório do NERBE, em Beja, será o palco do workshop “Elementos paisagísticos de grande diversidade em zonas de agricultura intensiva: o que são e que vantagens podem trazer para os produtores?”. Esta iniciativa reúne especialistas, produtores e entidades do setor para debater soluções que conciliam a produção agrícola com a sustentabilidade. A iniciativa decorre no âmbito do projeto europeu LAFERIA – Landscape Features Reintroduction in Intensive Agricultural Land, financiado pelo programa Horizonte Europa, que visa promover a reintrodução de elementos paisagísticos de grande diversidade (EPGD) em áreas agrícolas intensivas. O projeto, em execução entre 2025 e 2028, envolve 13 instituições de 7 países europeus, sendo coordenado pelo CIBIO-BIOPOLIS, e conta com a participação da EDIA.
O caso de estudo desenvolvido na ETAR da Comporta (Alcácer do Sal), que testa a recarga de aquíferos com água residual tratada, foi selecionado como um dos três finalistas do Prémio Inovação ERSAR 2025 na categoria de Sustentabilidade Ambiental. Este caso de estudo, conduzido pela AgdA – Águas Públicas do Alentejo, S.A. e pelo Laboratório Nacional de engenharia Civil (LNEC), integra a iniciativa europeia MARCLAIMED, dedicada a encontrar novas respostas para a escassez de água. Na Comporta, a experiência mostra como a reutilização segura de águas residuais tratadas pode ajudar a reforçar o aquífero Tejo-Sado e a aumentar a resiliência hídrica do Alentejo. A solução funciona através de um sistema avançado de quatro lagoas de infiltração localizadas sobre o aquífero, com resultados promissores após dois anos de monitorização contínua.
A Quercus, associação nacional de conservação da natureza, quer que os portugueses possam saber a cada mês para que fins é usada a água armazenada nas barragens e pede à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) dados mensais públicos mais detalhados sobre a gestão e monitorização das albufeiras. O motivo deste pedido prende-se com as intempéries ocorridas em Portugal, que "provocaram graves danos a muitos portugueses, com os quais a Quercus está solidária". No entanto, a associação refere que "a sequência anómala de tempestades que assolou o país proporcionou também uma acumulação de riqueza hídrica nas barragens nacionais, que estão atualmente nos seus níveis máximos de armazenamento de água". A Quercus também ressalva que "este é um facto absolutamente extraordinário num país que tem sido crescentemente vulnerável à escassez de água". Estes são motivos que tornam "fundamental garantir aos portugueses que esta abundância hídrica é utilizada de forma eficiente", reforça a Quercus. Alexandra Azevedo, Presidente da associação, lança mesmo o desafio à APA “para reativar o Conselho Nacional da Água, parado há 3 anos, com a marcação de um plenário com especialistas, com caráter de urgência, para ser discutida a gestão da água em Portugal”.
O presidente da Câmara de Ourique, Marcelo Guerreiro, foi eleito para liderar o conselho executivo da Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública no Alentejo durante o mandato 2025-2029, sucedendo ao ex-autarca de Aljustrel, Carlos Teles.
O Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, distribuiu funções pelos vereadores eleitos pelo Partido Socialista (PS), de acordo das áreas de atuação da autarquia definidas na lei. O executivo de Odemira conta com três vereadores em regime de tempo inteiro, nomeadamente, Ricardo Cardoso, Raquel Silva e Pedro Ramos, eleitos pelo PS.
"Votar na CDU é garantir que o distrito tem futuro", frisa Bernardino Soares. A candidatura da CDU por Beja, que tem Bernardino Soares como número um, já apresentou o compromisso eleitoral para as legislativas 2025, que contém 17 prioridades. Bernardino Soares deixa claro que o voto na CDU conta e que é o necessário para desenvolver o território e conseguir mais investimento público. Um compromisso com todos os aspetos que valorizam o distrito.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e o ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, apresentam hoje, dia 19 de março, em Beja, na sede da ACOS - Associação de Agricultores do Sul, a estratégia nacional “Água que Une”. O Governo afirma tratar-se de "um ambicioso plano de ações e investimentos que pretende garantir a gestão sustentável deste recurso, em todo o território nacional, ao longo dos próximos anos. O plano contempla cerca de cinco mil milhões de euros de investimento até 2030 e um segundo ciclo, que se irá prolongar até 2040".
O presidente da Câmara de Aljezur apelou à solidariedade entre regiões portuguesas para a zona do Mira e do barlavento algarvio terem acesso a água, através de uma ligação entre as barragens de Alqueva e Santa Clara. José Gonçalves fez este apelo numa audição na Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da República, onde esteve acompanhado do presidente da Câmara de Ourique, Marcelo Guerreiro, e do presidente da associação de Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade, para apresentação de um manifesto em defesa da ligação entre o Alqueva, Santa Clara e, depois, Odelouca, já no barlavento algarvio.
A associação ambientalista Zero espera que a estratégia nacional para a água, que deverá ser apresentada no início do próximo ano, não responda apenas às reivindicações do setor agrícola e resolva as lacunas na gestão hídrica. O grupo de trabalho “Água que Une”, uma iniciativa do Governo para criar uma estratégia para a água, já tem um estudo que será apresentado no início deste mês.
"O Governo garante acesso a água potável à freguesia do Espírito Santo, em Mértola, e investe na recuperação das margens do rio Guadiana, na zona do Pomarão", é revelado em comunicado. Recorde-se que a Voz da Planície já tinha avançado na notícia que efetuou, recentemente, sobre esta matéria, a intenção da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, de resolver o problema da gestão da água no concelho de Mértola, e em particular na localidade de Mesquita onde o abastecimento é feito, no verão e até de inverno, com autotanques.
A Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), através da Comissão Especializada de Comunicação e Educação Ambiental, na qual está integrado um quadro técnico da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) de Beja, volta a desafiar os portugueses a participar no "Movimento Nacional H2Off", que consiste em "fechar a torneira" às 22h00 do dia 22 de março, data em que se assinala o Dia Mundial da Água.
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) defendeu que as opções políticas dos sucessivos governos são responsáveis pela falta de água no Algarve e no Alentejo e propôs um conjunto de medidas, como apoios face às perdas de produção.
A Associação de Beneficiários do Roxo, no concelho de Aljustrel, investiu 700 mil euros na ampliação da sua central fotovoltaica e pretende construir uma nova mini-hídrica, avaliada em três milhões de euros, à saída da albufeira.
A partir de hoje, e até sexta-feira, decorre "o maior e mais prestigiado Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento (ENEG 2023), organizado pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), que inclui transformações na estrutura desta edição para elevar o mote “Um Grito pela Água!". A Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) de Beja marca presença nesta realização.
Para fazer face ao cenário de seca severa ou extrema e de escassez hídrica, o Município de Serpa implementa ações de redução de consumos de água e sugere medidas gerais de poupança hídrica à população.
A associação ambientalista Zero criticou as medidas previstas no Plano Regional de Eficiência Hídrica (PREH) do Alentejo por considerar que incluem a expansão dos grandes regadios e a atribuição de subsídios públicos a este setor.
O Bloco de Esquerda (BE) sublinha que o “Plano Regional de Eficiência Hídrica do Alentejo, que está em consulta pública, chega tarde” e que “não faz as escolhas certas para a região enfrentar a seca”.
O Plano Regional de Recursos Hídricos do Alentejo “chega tarde, três anos depois, deixa de fora recursos financeiros do PRR e privilegia a oferta em vez da redução e contenção no uso da água”, diz o especialista na matéria José Maria Pós-de-Mina, realçando, contudo, como positivo “existir um plano hídrico para a região”.
O auditório da CCDR, em Évora, recebe o seminário “A Escassez Hídrica no Alentejo”. A Olivum apresenta, em Beja, a 2.ª fase do Programa de Sustentabilidade de Azeite do Alentejo. A Proteção Civil faz uma sessão online sobre acidentes de aeronaves e o CEBAL sobre subprodutos agroalimentares destinados à alimentação animal.
O Governo aprovou o Plano Regional de Eficiência Hídrica do Alentejo, documento que vai para discussão pública, com “cerca de 70 medidas” para reforçar a resiliência do território, num investimento total de “quase 1.000 milhões de euros”.
A Câmara Municipal de Castro Verde tenta combater o cenário de seca extrema através de uma campanha de sensibilização de apelo à população.
A FAABA manifesta-se contra a extinção das Direções Regionais de Agricultura e a sua integração nas CCDR. O presidente Rui Garrido identifica como "grandes preocupações", o aumento do preço dos fatores de produção e a escassez hídrica.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM) fazem hoje uma ação de sensibilização e capacitação para a reutilização de águas residuais para fins agrícolas, em Odemira.
Reduzir a procura de água, assegurar as necessidades de segurança hídrica através da gestão da área irrigada e criar ferramentas informáticas que permitam o acesso da cidadania à informação são objetivos do projeto MEDwater, apresentado pela associação ZERO.
A Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) de Beja é a interlocutora da “Declaração de Compromisso para Adaptação e Mitigação das Alterações Climáticas nos Serviços de Águas”, promovida pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), a nível regional. Assina hoje o seu compromisso, às 10h30, no Centro Unesco da capital de distrito.
A cidade de Serpa recebeu, este mês, um workshop sobre “Desertificação” e a Voz da Planície tem estado a divulgar o balanço desta iniciativa do projeto Desert-Adapt, que está a ser posto em prática no território pela Associação de Defesa do Património de Mértola. Hoje é o elemento água que está em destaque, nos concelhos de Mértola e Serpa, e fala sobre ele André Matoso, da Agência Portuguesa do Ambiente.
Um projeto-piloto para a produção de energias renováveis está a ser desenvolvido no perímetro de rega do Roxo, no concelho de Aljustrel (Beja), no sentido de reduzir os gastos das explorações agrícolas com eletricidade.
A água da albufeira do Monte da Rocha, em Ourique (Beja), que está a cerca de 15% da capacidade, vai ser reservada para dois anos de abastecimento público, com rega apenas de culturas perenes, como o olival.
A Agência Portuguesa do Ambiente apresentou um estudo que revela cenários preocupantes sobre o futuro dos recursos hídricos em Portugal, bem como um diagnóstico deste setor. Portugal encontra-se numa situação de "stress hídrico".
O projeto “Alentejo_Clima em Escassez Hídrica” pretende incentivar a criação de redes temáticas colaborativas, dedicadas à promoção da adaptação às alterações climáticas a nível regional. Uma das atividades do projeto foi a criação e dinamização de uma rede de autarquias, para promover a partilha, discussão e ação em relação aos problemas das alterações climáticas e escassez de água.
Através de um projeto de resolução, cuja primeira subscritora é a deputada Cecília Meireles, o Grupo Parlamentar do CDS recomenda que o Governo implemente várias medidas na área do regadio. Entre elas a “Revisão e adaptação dos modelos de tarifário e da legislação à nova realidade da agricultura e do território”.
A FENAREG reuniu, no passado dia 20, com o novo Diretor Geral da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), Dr. Rogério Ferreira, onde houve oportunidade de falar sobre assuntos prioritários do regadio, entre os quais, o Programa Nacional de Regadios, a revisão dos limites das áreas dos aproveitamentos hidroagrícolas, a atualização da legislação hidroagrícola e os apoios à instalação de energias renováveis no regadio coletivo.
Foi aberto aviso de concurso relativo à “Eficiência Energética em Edifícios Residenciais”, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. A medida, integrada no Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis, pretende financiar ações que promovam a reabilitação, a descarbonização, a eficiência energética, a eficiência hídrica e a economia circular, contribuindo deste modo para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios.
O BE solicitou a audição conjunta com a Comissão de Agricultura e Mar “a propósito da gestão da água da albufeira de Santa Clara e do corte do fornecimento a pequenos consumidores e do bloqueio da água pela Associação de Beneficiários do Mira que não garante o necessário caudal ecológico.”
A Águas Públicas do Alentejo revela que lidera os consórcios responsáveis por dois projetos de produção de água para reutilização (ApR), em atividades agrícolas no Alentejo, região que se caracteriza por uma intensa atividade agrícola e, ao mesmo tempo, demonstra baixos índices de precipitação agravados pelos efeitos crescentes das alterações climáticas.
A FENAREG está preocupada com o acesso equitativo à água no rio Guadiana, entre regantes portugueses e espanhóis, no âmbito das convenções de albufeira luso-espanholas, e defende a construção de uma barragem no Ocreza, na bacia do Tejo, e da barragem da Foupana, no Algarve, para reforço da capacidade de armazenamento de água e regularização de caudais.
A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, no passado dia 11, foi à Assembleia da República para uma audição sobre a estratégia para o setor, na qual, a par das medidas e de um ponto de situação relativo aos vários apoios, exaltou o papel da Agricultura durante a pandemia, referindo que “O setor não parou. Nada faltou na mesa dos portugueses”.
A Federação Nacional de Regantes avança que considera insuficiente a verba destinada à agricultura e ao regadio no Plano Nacional de Recuperação e Resiliência cuja consulta pública terminou no passado dia 1.
O PCP já se pronunciou sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), cujo período de consulta pública terminou ontem. Um documento que “não inova e nem responde às necessidades da região”, aos mais variados níveis. “Deixa o IP8 até Vila Verde de Ficalho de fora” e numa altura em que se sabe que “o aeroporto do Montijo não vai ser construído - porque dois dos cinco municípios que tinham de dar parecer disseram que não e um deles não se pronunciou - o de Beja não é perspetivado neste documento”.
O Município de Beja celebrou, esta semana, com a APA - Agência Portuguesa do Ambiente, um protocolo de cooperação no âmbito do Plano de Eficiência Hídrica do Alentejo.
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