Hoje é terça-feira e está de regresso o “Falar Claro”, nos horários do costume. No programa de hoje, os comentadores José Pinela Fernandes, Juvenália Salgado e José Maria Pós-de-Mina analisam dois temas da atualidade, ambos relacionados com as questões da ferrovia na linha do Alentejo.
A Infraestruturas de Portugal (IP) quer “demolir” as estações ferroviárias de Alvito e Alcáçovas no âmbito da “modernização da linha do Alentejo entre Casa Branca e Beja, prevista no PNI 2030” e substituí-las por “um abrigo em cimento”. Florival Baiôa, ligado há muito à área do património, diz tratar-se de “invenções de gabinete que não respeitam as memórias das pessoas”.
A Infraestruturas de Portugal (IP) fez publicar em Diário da República dois concursos públicos para o desenvolvimento dos “Projetos e Estudos para a Modernização da Linha do Alentejo. O investimento na Modernização da Linha do Alentejo integra o Plano Nacional de Investimentos PNI2030, prevendo a duplicação do troço Poceirão-Bombel e a requalificação e eletrificação do troço Casa Branca e Beja”, é avançado.
O Ano Europeu das Ferrovias já começou, há duas semanas, nos outros países, com lançamentos dos planos ferroviários e no caso de Portugal o lançamento deverá acontecer ainda no decorrer deste mês. Florival Baiôa, do Beja Merece+, avançou à Voz da Planície que "o PNOP – Plano Nacional de Obras Públicas prevê a eletrificação da linha férrea até à Funcheira, assim como a possibilidade de ligação da mesma ao aeroporto de Beja”.
A iniciativa foi realizada pela Direção da Organização Regional de Beja (DORBE) do PCP, no âmbito da campanha nacional em defesa do transporte ferroviário para alertar para a importância da sua requalificação e aposta nesta opção, incluindo a linha ferroviária do Alentejo, em toda a sua extensão, e trouxe a Beja e à Funcheira, no dia de ontem, a eurodeputada Sandra Pereira e o deputado João Dias, eleito pelo distrito.
Os deputados do PSD Pedro Roque e Cristóvão Norte questionaram o Governo, dando conhecimento do requerimento enviado à tutela às câmaras de Serpa e Moura, se está pensado projeto de transformação do antigo traçado ferroviário desativado do “ramal de Moura” em ecopista.
Os deputados do PAN André Silva, Bebiana Cunha e Inês de Sousa Real apresentaram um projeto de resolução onde recomendam ao Governo, em nome de uma “efetiva coesão territorial, especialmente no Alentejo” e de “uma aposta no setor dos transportes” mais “amiga do ambiente” que seja dada “prioridade” à “requalificação da linha ferroviária do Alentejo.”
A Infraestruturas de Portugal (IP) está a substituir “material em fim de linha”, estamos a falar de carris, na Estação de Comboios de Beja. A Voz da Planície perguntou e a IP confirmou que “foram retiradas da Estação de Beja frações de carril para beneficiação da passagem de nível da Figueirinha ao km 178,700 da Linha do Alentejo.”
Na Voz da Planície começamos hoje a fazer o balanço deste ano e a perspetivar o próximo. Os movimentos são os primeiros a ser ouvidos e o Beja Merece+ dá “o pontapé de saída” aos balanços, dizendo que 2020 foi o ano em que “projetos da região começaram a avançar” e que se espera que em “2021 as obras comecem”.
A Comboios de Portugal associa-se, uma vez mais, às comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, oferecendo no dia 3 deste mês, viagens aos clientes com necessidades especiais e respetivos acompanhantes, em todos os seus serviços.
As restrições à circulação a partir das 13.00 horas, nos fins de semana de 14 e 15 e 21 e 22 deste mês, levaram a CP - Comboios de Portugal a suprimir vários comboios de longo curso nestes períodos. Em causa estão os serviços de Alfa Pendular e Intercidades. A oferta de comboios urbanos e regionais mantém-se. Os horários suprimidos serão divulgados no Site da CP - Comboios de Portugal.
A CP-Comboios de Portugal disponibiliza cerca de 12 200 viagens, uma média de 178 viagens diárias, com descontos até 80%, nos comboios Intercidades, em 2ª classe. Ligações entre Lisboa e Beja a 3 euros.
É entregue hoje em Bruxelas, o Plano de Recuperação e Resiliência. Portugal receberá 15,3 mil milhões de euros. Sabendo que alguns dos projetos estruturante da região constam do documento, o Beja Merece+ quer saber, efetivamente, para quais existe vontade política. Neste contexto, o movimento convidou três ministros a virem a Beja para conhecerem a realidade do território.
“Pelo terceiro ano consecutivo, quando o calor aperta, o abastecimento de água à vila de Aljustrel sofre sérias perturbações”. A denúncia é feita pela Concelhia da CDU de Aljustrel que acusa a autarquia aljustrelense de “nada fazer” sobre esta matéria.
No fim-de-semana de Páscoa, a CP suprimiu horários de comboios na linha Beja/Lisboa/Beja. Mais de um mês depois, os horários, que deveriam ter sido retomados depois de 13 de abril, mantêm-se suprimidos. O Beja Merece+ vai “pedir esclarecimentos à CP” e alerta para “o perigo” desta questão, dizendo que “pode colocar em” risco “as promessas efetuadas e legisladas para esta linha.”
A crise ferroviária na região não é de agora, embora nos últimos tempos muito se fale da ferrovia a propósito da electrificação da linha entre Beja e Casa Branca e da reactivaçãoda linha entre Beja e Funcheira.
Modernização e eletrificação do troço Casa Branca/Beja, na linha do Alentejo, deverá ter projeto aprovado, apenas, no final do próximo ano. O Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030 só prevê “estudos de reativação do troço Beja/Funcheira”, respondeu o Ministério das Infraestruturas aos deputados do PCP.
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