Já foi publicada em Diário da República, a Resolução do Conselho de Ministros N.º 77/2025 que “Aprova o Plano Nacional Ferroviário” e determina à Infraestruturas de Portugal a avaliação de investimentos ferroviários prioritários. Nesta resolução consta a reabertura da Linha do Alentejo entre Beja e Ourique.
O Bloco de Esquerda (BE) defende, em comunicado, a "reabilitação e reabertura do ramal de Moura, numa perspetiva transfronteiriça e enquadrada na eletrificação e modernização da linha do Alentejo e de todos os seus ramais". E "repudia", também, "a recente decisão das câmaras de Moura, Serpa e Beja de instalar uma ecopista sobre o canal ferroviário do ramal de Moura, projeto apoiada pela Cimbal, ainda por cima sem a indispensável consulta pública às populações abrangidas", segundo o documento da Coordenadora Distrital do BE enviado à nossa redação.
O Núcleo Territorial Interdistrital do Alentejo do Livre "repudia a construção de uma ecopista sobre o traçado ferroviário do ramal de Moura" e demonstra o seu descontentamento na carta aberta que enviou às câmaras de Beja, Moura e Serpa e à Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal), tendo em atenção que o projeto em curso é destas quatro entidades. O mesmo documento foi enviado à comunicação social.
Foi realizada esta semana, a reunião do Conselho Intermunicipal de abril da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal). Neste encontro foi "aprovada a abertura de procedimento para uma aquisição de serviços para fornecimento de projeto base, estudo prévio, anteprojeto, projeto de execução e assistência técnica à implementação da Ecopista do Ramal de Moura. Um projeto que une os municípios de Beja, Serpa e Moura e que tem como objetivo principal a adaptação do antigo traçado da linha férrea para ecopista, permitindo a sua utilização pedestre e ciclável. Resulta de um processo que está em decurso, com a participação também das Infraestruturas de Portugal, I.P., Turismo de Portugal e Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo", explica a Cimbal.
Alberto Matos é o cabeça de lista da candidatura do Bloco de Esquerda (BE), nas legislativas 2025, pelo círculo eleitoral de Beja e esteve, em entrevista, na Voz da Planície. O candidato afirma que "está nesta corrida para ajudar a combater a subida da direita no País e no distrito", avançando que o seu "manifesto eleitoral tem como grande prioridade as alterações climáticas associadas à gestão da água, bem como a mobilidade/acessibilidades, defendendo uma aposta significativa na ferrovia com eletrificação de toda a linha do Alentejo e reativação do ramal de Aljustrel, para transporte de minério". Ouça esta entrevista hoje, às 09h00, em 104.5 FM e/ou aqui.
A existência, ou não, do ramal ao aeroporto no projeto de eletrificação da linha férrea Casa Branca/Beja voltou a estar em cima da mesa na reunião de Câmara desta semana. O vereador do "Beja Consegue!", Nuno Palma Ferro, referiu que constava do contrato da Infraestruturas de Portugal (IP) de 2021, reiterando que desapareceu entretanto. Paulo Arsénio explicou que a IP esclareceu o presidente da Câmara de Beja que "o título do contrato estava errado" e que "o que a empresa contratada fez foi o estudo prévio".
Na reunião de Câmara desta semana, o vereador Vítor Picado, da Coligação Democrática Unitária (CDU), pediu, ao executivo em permanência, que revelasse "o que tem feito em defesa dos projetos estruturantes, nomeadamente no IP8, que não prevê ligação a Vila Verde de Ficalho e na eletrificação da linha férrea Beja/Casa Branca", neste caso perguntou o que "aconteceu à ligação ao aeroporto?". O presidente da Câmara frisou que tem feito reuniões e pressão, clarificando que "o ramal ao aeroporto nunca esteve previsto no projeto que passou, entretanto, a ter esta possibilidade contemplada".
Nesta quarta-feira, dia 24, o Falar Claro está de regresso a seguir à manhã informativa, ou seja, pouco depois das 10h00. 50 anos de Abril e projetos estruturantes do distrito são temas em destaque no programa de hoje.
"O 25 de abril de 1974 marcou indiscutivelmente a democracia em Portugal. Este acontecimento acabou por ser um marco na vida nacional, pois foi o catalisador de transformações sociais, culturais e económicas" refere a crónica de David Simão, presidente da Direção do NERBE, que pode ler e ouvir aqui.
Reúne-se hoje, 26 de abril, em sessão ordinária, às 17h45, no edifício do Ex-Governo Civil, a Assembleia Municipal de Beja.
O Município de Beja já exerceu o direito de participação na discussão pública do Plano Ferroviário Nacional (PFN). Apresentou três necessidades, entre elas a “eletrificação do troço Casa Branca/Beja, com ramal ao aeroporto”.
O “IP8 fica pronto no espaço de três anos” e “Casa Branca/Beja eletrificada só em 2025, ficando a obra de ligação, por ramal, ao aeroporto para depois”. Resultados da reunião da CIMBAL com o ministro das Infraestruturas.
O PCP pediu esclarecimentos ao Governo sobre “modernização e eletrificação da linha férrea do Alentejo”. Pergunta sobre “montantes disponíveis e calendário de obras da eletrificação Casa Branca/Beja e Beja/Ourique”.
Três anos depois é que foi dada autorização por parte do Tribunal de Contas (TC) para a aquisição de 12 unidades híbridas para circulação em linhas não eletrificadas e 10 elétricas. As unidades híbridas devem ser usadas, entre outros, no troço Casa Branca/Beja por não estar eletrificado. Concurso para estudos e projetos foi publicado em maio e Infraestruturas de Portugal prevê para 2024 lançamento da empreitada, segundo o DA.
Jerónimo de Sousa esteve em Beja, no Largo da Estação, para fazer uma declaração sobre a ferrovia. O secretário-geral do PCP frisou que “não investir na Linha do Alentejo” é impedir este território de avançar. Lembrou, também, o secretário-geral do PCP que a opção do Governo foi “criar um ramal Beja/Casa Branca e daqui a oito anos”.
Na audição do ministro das Infraestruturas, realizada ontem, João Dias, deputado do PCP eleito por Beja, diz que ficou claro que “os dinheiros da bazuca financeira vão para os sítios do costume, deixando o Alentejo com tostões”. Para “o IP8 está prevista a repavimentação e terminar as rotundas de Beringel e Figueira de Cavaleiros até 2030”. “Para a ferrovia, a eletrificação Beja/Casa Branca só lá para 2028”. Os projetos de resolução apresentados pelo PCP para o Museu Rainha Dona Leonor e para a abertura da extensão de saúde da Mina de São Domingos foram, entretanto, aprovados.
Os deputados do PSD Pedro Roque e Cristóvão Norte questionaram o Governo, dando conhecimento do requerimento enviado à tutela às câmaras de Serpa e Moura, se está pensado projeto de transformação do antigo traçado ferroviário desativado do “ramal de Moura” em ecopista.
A Empreitada de Reabilitação de Pavimentos no Concelho de Moura arrancou esta semana, em Amareleja, mais precisamente na Estrada da Brasileira, seguindo-se a melhoria da Rua da República; Rua 25 de Abril; Rua Dr. Aresta Branco e ainda, Praceta Dr. Agostinho Claro.
“As Estações Ferroviárias desativadas vão ter uma nova vida, no âmbito do novo Programa Revive Ferrovia, na sequência da assinatura do protocolo de cooperação entre a Turismo Fundos, em representação do Fundo Revive Natureza, e a IP Património - Administração e Gestão Imobiliária, S.A..”
A crise ferroviária na região não é de agora, embora nos últimos tempos muito se fale da ferrovia a propósito da electrificação da linha entre Beja e Casa Branca e da reactivaçãoda linha entre Beja e Funcheira.
© 2026 Rádio Voz da Planície - 104.5FM - Beja | Todos os direitos reservados. | by pauloamc.com